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  • Nina Russo

Sobre ter memórias

Estou em meio a um momento muito maluco, arrumação de tudo que é lado, mudança de apartamento e mil afazeres antes da Liz chegar.



No meio da minha bagunça me deparei com várias fotos minhas de quando eu era pequena, fotos de família, de viagens, minha com o meu irmão, de casas que hoje não existem mais, com pessoas que já não estão entre nós,enfim, sempre que me vejo "revivendo" memórias eu penso que não sou desse século.


Eu sou extremamente apaixonada por guardar coisas, isso é meu desde pequena, guardei álbuns completos de figurinhas, guardei minhas revistas favoritas, fotos, memórias de todos os tipos, para algum dia poder contar essa história para alguém, no caso agora já tenho para quem contar, a Liz.


Vou abrir mais uma coisa íntima por aqui, íntima porque estou expondo na internet, porque todo mundo que é próximo sabe.


Sempre fui muito sonhadora, e um dos meus sonhos sempre foi conseguir mostrar a minha história com o meu namorado/marido para os meus filhos.


Então, como uma boa romântica e sonhadora, sempre que eu namorei de verdade eu literalmente escrevi a minha história com essa pessoa em um álbum, com fotos, piadas internas, convites de show, trechos de cartas trocadas, fotos de flores entregues, enfim, memórias que eu achei relevante, quase que um scrapbook, mas do meu jeitinho.


Eu sempre pergunto para os meus pais " como vocês se conheceram ?" entre tantas mil perguntas, e essa é a que eu mais gosto de ouvir meu pai contando, ele simplesmente lembra da roupa que minha mãe usava, como estava seu cabelo, como era o seu perfume, e eu acho lindo isso, então desde nova tive essa ideia "vou escrever minha história com o meu namorado/marido e entregar pra minha filha quando eu ouvir essa pergunta".


Ao todo foram três álbuns que eu fiz na vida, e minhas amigas ainda me perguntam " como você consegue fazer mais um álbum", e eu sempre digo que consigo porque quando eu namoro eu acredito que é pra sempre, eu acredito que vai ser aquela pessoa,eu acredito que aquele álbum vai viver para contar história e faço com o maior capricho.


Liz vai ter esse álbum quando me perguntar como conheci o pai dela, e no meio dele, com as músicas, piadas internas, apelidos escritos,vão ter mil histórias para contar.


Hoje chegaram dois álbuns da Liz, um com páginas em branco, para eu me divertir com o que eu quiser colocar, e o outro do primeiro ano dela, cheio de coisas para eu completar.


Na minha opinião a tecnologia tirou um pouco a sensibilidade das pessoas, poucos escrevem cartas, poucos revelam fotos, hoje em dias as memórias estão em rolos de câmera do celular ou pastas perdidas no computador.


Tenho certeza que se você olhar para trás vai se lembrar de como era legal ver fotos, fazer trabalhos de escola mostrando a família, contando a sua história.


Eu ia amar viver em um mundo onde essas coisas são especiais, tenho sorte de alguns ao meu redor fazerem o mesmo que eu.


Tente tirar um pouco a vida do digital, álbuns e fotos impressas estão voltando, porque por mais que a tecnologia seja maravilhosa, nunca vai ser como "pegar" uma memória na mão, tem outro gostinho, e vou dizer, vale muito a pena experimentar !



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© 2019 por nina russo